Depois de muito tempo, quase um ano ou mais, sem postar nada, eu resolvi voltar. Estava sentindo falta de me expressar sem rodeios, sem limites e sem julgamentos, pelo menos imediatos.
Pensei em escrever sobre outra coisa, mas veio a calhar que hoje é o Dia Internacional da Dança, e eu me sentiria ofendida caso não escrevesse sobre ela.
Hoje mais cedo fiquei pensando e pesquisando mil e uma frases, no qual viriam a ser o subtítulo da minha foto/video no instagram, mas acabei me dando conta que nenhum outra pessoa conseguiria expressar o que eu sinto pela dança além de mim mesma.
Amo dançar! Essa seria a minha definição maior, mas ainda assim subjetiva demais. Não sei até onde eu conseguiria passar adiante o que eu sinto. Como aluna, amo estar na sala de aula, aprender, me desafiar, me capacitar, liberar qualquer estresse acumulado do dia, mas principalmente amo estar com pessoas. Gosto de não precisar falar, apenas sentir e liberar as minhas asas, ou melhor, liberar o que eu estou sentindo. Posso lhe afirmar, a minha dança é puramente sensível e temperamental. Dependendo do meu dia, você e eu teremos a pior, ou a melhor dança da sua vida. Não porque eu não goste de você, isso é apenas Ary sendo Ary. Sendo uma extensão desse conhecimento, amo ver uma turma começar do zero, sem ritmo, sem coordenação, sem falas paralelas e com menos de dois meses posso ver elas evoluírem não apenas na dança, mas como pessoas. Eles não sabem, mas mais do que eles, eu cresço bastante.
Apesar de dançar a alguns anos, recentemente um professor falou uma algo, que definitivamente me fez sentir e repassar a dança de outra forma, e ele disse: - Eu danço como se fosse a última dança da minha vida, ou melhor, a última dança da vida daquela pessoa. Se a pessoa se for, quero que ela leve com ela a melhor dança da vida dela. E estando em vida, quero que ela lembre da dança como uma lembrança boa, e não frustrante ou desmotivador.
Quando ele terminou de falar isso eu fiquei meia hora sem conseguir falar nada. Fiquei pensando pra quantas pessoas aquela poderia ser a última dança de sua vida, e que lembrança eu deixei na vida delas. Ainda não consigo ser tão sensível a esse ponto, as vezes a dança não encaixa e não tem Carlinhos de Jesus ou Tatiana Mollman que dê jeito, mas sim, eu quero poder passar o sentimento de melhor dança da sua vida. Pode não ser a melhor competitivamente, ou até mesmo tecnicamente, mas que seja sensível.
Além de dança - movimento, a dança pode ser dança - pessoas, e é essa uma das partes que eu definitivamente mais amo dançar. Nunca achei que conheceria tanta gente, dançaria com tantas pessoas, seria amigas de tantas outras e por ai a lista se estende. Criei laços de amizades com pessoas, que com certeza, se eu não dançasse nunca nos "esbarraríamos". Amo o social, amo estar entre pessoas, amo jogar conversa fora, amo ser suporte e ser suportada na vida delas. A dança me deu amigos que hoje, eu nem imagino elas fora do meu dia-a-dia. Essas que começaram como amigos da dança e hoje são amigos da Ary. Assim também, ela me deu a chance de desenvolver um carinho enorme por pessoas queridas que moram longe, como fora do estado, e que moram tão tão longe, como fora do país.
Sim, eu amo dançar. E não, eu não consigo imaginar outra forma de definí-la. E se eu puder te dar um conselho, seria: dance! Você não precisa ser profissional da dança para dançar. Dance quando ninguém estiver, ou quando todos estiverem olhando, afinal "who cares?". Dance na chuva, dance no bar, dance no chuveiro, dance em casa, dance no salão, dance na academia, dance na casa de amigos, mas DANCE. And please, me diga depois o que a dança fez com você.
Feliz dia internacional da Dança! <3